Estatal, que estimava rombo em R$ 630 mi, foi pressionada por autarquia do setor
Sem recursos para honrar aposentadorias, Postalis atribui rombo a mecanismo em que assume despesa futura com os benefícios
LEILA COIMBRA
ANDREZA MATAIS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A estatal dos Correios terá que assumir rombo de R$ 1,43 bilhão do seu fundo de pensão, o Postalis. A determinação partiu da autarquia Previc (antiga Secretaria de Previdência Complementar), depois que houve resistência da cúpula da estatal em reconhecer a dívida.
Documentos obtidos pela Folha mostram que o secretário de Previdência Complementar, Ricardo Pena, responsável pela fiscalização dos fundos de pensão, ordenou que os Correios saldassem o déficit, sob pena de execução judicial do Postalis.
A diretoria dos Correios sabia que o fundo estava com déficit atuarial (sem recursos suficientes para honrar todas as aposentadorias no futuro). Mas estimava que o buraco era de R$ 630 milhões, e não um valor 120% maior, o que causou desconforto nos dirigentes da estatal. Ligado ao PT, o presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, reprovou o plano de socorro em reunião do conselho de administração em 2009 e questionou os cálculos.
A estatal terá que fazer o aporte sozinha no Postalis, sem a participação dos associados, porque o déficit é referente a contribuições feitas antes do ano 2000, quando ainda não vigorava a regra da paridade (em que empresa e contribuintes colocam dinheiro no fundo na mesma proporção).
A conta que apontou uma necessidade de aporte adicional de R$ 800 milhões foi feita por três consultorias. A primeira delas foi a Stea-Serviços Técnicos de Estatística e Atuária. Uma segunda opinião foi da Globalprev, empresa fundada pelo ex-ministro Luiz Gushiken, que a entregou a ex-sócios para assumir o cargo no primeiro mandato de Lula.
O Postalis solicitou depois uma terceira opinião da empresa Rodarte, que confirmou o valor com uma pequena diferença de R$ 15 milhões a menos. Mas a diretoria dos Correios questiona os cálculos.
A contratação dessa terceira empresa, com sede em Minas Gerais, gerou dúvidas junto à diretoria dos Correios porque a sua escolha foi feita pelo Postalis. Na prática, o fundo pôde escolher quem iria fiscalizá-lo.
O conselho de administração dos Correios tem até abril para tomar uma decisão, quando se reúne para fechar o balanço contábil de 2009.
Se os Correios cobrirem o buraco, terão uma queda vertiginosa nos lucros referentes ao ano passado. Caso provisionem o débito, terão ganhos de apenas R$ 50 milhões. Se reconhecerem a dívida e receberem benefícios referentes ao Imposto de Renda, lucrarão cerca de R$ 460 milhões. O valor é inferior ao registrado no ano anterior (2008), quando os Correios lucraram R$ 800 milhões.
Apesar de o déficit ter sido reconhecido "com condicionantes" pelos Correios ante a Previc, somente quando for assinado o termo de confissão de dívida é que existirá de fato o compromisso de pagamento.
O buraco, de R$ 1,43 bilhão, equivale a quase um terço do patrimônio do Postalis, de cerca de R$ 5 bilhões. O valor é para ser pago em 18 anos, corrigido pelo INPC em mais 6%. O recolhimento não precisa ser feito de uma só vez, pois os trabalhadores irão se aposentar no decorrer do período -mas as regras contábeis determinam que o valor deve ser abatido de uma vez só no balanço.
O rombo no Postalis contrasta com o caso da Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, que teve uma sobra de caixa em 2009 e permitiu que o banco, seu patrocinador, "apropriasse-se" de R$ 3 bilhões do superávit. Isso inflou o lucro do BB em 2009, que encerrou com recorde de R$ 10,15 bilhões.
A Previc disse, por meio de sua assessoria, que não pressionou os Correios a saldar o débito com o Postalis, mas apenas lembrou as responsabilidades legais de cada parte.
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quarta-feira, 24 de março de 2010
Direção dos Correios resistia a socorrer fundo de pensão.
CORREIOS TERÃO DE ASSUMIR ROMBO DE R$ 01 BILHÃO EM FUNDO (Matéria da Folha On-line)
A determinação partiu da autarquia Previc (antiga Secretaria de Previdência Complementar), depois que houve resistência da cúpula da estatal em reconhecer a dívida.
Documentos obtidos pela Folha mostram que o secretário de Previdência Complementar, Ricardo Pena, responsável pela fiscalização dos fundos de pensão, ordenou que os Correios saldassem o deficit, sob pena de execução judicial do Postalis.
A diretoria dos Correios sabia que o fundo estava com deficit atuarial (sem recursos suficientes para honrar todas as aposentadorias no futuro). Mas estimava que o buraco era de R$ 630 milhões, e não um valor 120% maior, o que causou desconforto nos dirigentes da estatal. Ligado ao PT, o presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, reprovou o plano de socorro em reunião do conselho de administração em 2009 e questionou os cálculos.
Se os Correios cobrirem o buraco, terão uma queda vertiginosa nos lucros referentes ao ano passado. Caso provisionem o débito, terão ganhos de apenas R$ 50 milhões. Se reconhecerem a dívida e receberem benefícios referentes ao Imposto de Renda, lucrarão cerca de R$ 460 milhões. O valor é inferior ao registrado no ano anterior (2008), quando os Correios lucraram R$ 800 milhões.
Outro lado O presidente do Postalis, Alexej Predtechensky, afirma que o deficit no fundo é originário de um processo de equacionamento que se chama pagamento de RTSA (Reserva de Tempo de Serviço Anterior). O RTSA deficitário é relativo ao Plano de Beneficio Definido, programa de aposentadoria que foi extinto e substituído pelo Postalprev.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
RESPOSTA À CARTA DE PÉRICLES
Desculpe, mas não posso deixar de me imiscuir nesse assunto, pois admira-me tamanha preocupação manifestada por Péricles (ex-sindicalista, que atualmente exerce um cargo exíguo, de pouca ou nenhuma relevância, mas confortável, bem remunerado e que se assemelha a uma sinecura) que busca a FENTECT para elogiá-la, em primeiro momento, pelo bom conteúdo do seu jornal on-line e questionar o fato do SINTECT/SE não estar distribuindo o mesmo na sua base.
Caro Péricles, francamente, reconheço sua importância, no passado, como sindicalista, todavia suas preocupações do presente não mais coadunam, nem de longe refletem as reivindicações da nossa base, que inclusive vê sua atuação como bolorenta e, inclusive, não mais o reconhece como representante, tão pouco legitima seus questionamentos. Mas, atrevo-me a perguntar, em razão de que, antes mesmo de buscar a FENTECT não foi a sede do sindicato, ou caso sinta-se desconfortável, não procurou algum dirigente – eu por exemplo, sempre lhe reservo atenção quando solicitada por você – dessa forma, sanaria suas dúvidas sobre a não distribuição do jornal da federação, e de quebra, seria no mínimo uma atitude mais elegante, construtiva e coerente com o intento que você tenta demonstrar.
No entanto, já que chegamos a este fórum, vou lhe adiantar algumas razões particulares, quanto a esse fato. No último CONTECT, ocorrido em Guarapari/ES, eu, José Ailton - diferentemente de alguns dirigentes do passado, que declaravam em alto e bom tom nas assembléias da nossa base, que Sergipe não decide nada - na oportunidade, apresentei um adendo ao estatuto da federação, que somente previa a publicação on-line do citado jornal, então, propus que o jornal fosse produzido impresso e distribuído em todo pais bimestral, o que foi reprovado pelos delegados, que eram maioria, do grupo que domina a federação atualmente. Outra situação reside no fato da divergência ideológica e metodológica - ou seja, como compreendemos a classe ecetista; como gente e não como mercadoria - deste sindicato em relação à postura da linha de trabalho da nossa federação, que a cada dia se afasta dos interesses dos trabalhadores, como no caso de apoiar a assinatura do acordo bianual, não negociar com a empresa o banco de horas, etc.
Outro aspecto, a se expor, é que, não deixamos de levar o conteúdo do jornal ao conhecimento do trabalhador, apenas não o imprimimos, porém levamos o conteúdo para ser discutido, desnudado e esclarecer o que se encontra tácito. Portanto, caro Péricles, quando o camarada Jim Marcelo pede cuidado, pois pode estar sendo usado, eu peço é parcimônia nos questionários, pois o Jim acertou de fato, primeiro por conhecer o mentor das suas idéias e segundo pelos indícios das suas fronteiras psíquicas,
Penso que você e Geraldo, que aparece demonstrando um sentimento solidário, deveriam era insuflar a Direção Regional por negar o acesso do SINTECT/SE aos trabalhadores, seria menos contraditório, e, principalmente, dar um tratamento mais humano aos mesmos, afinal esta palavra sempre aparece nos discursos da regional e tão ausente na prática cotidiana, acredito que essa seria a atitude a se tomar por ambos, ao invés de ficarem lançando perdigoto na base, que no passado, ingenuamente, contribuíram com o sucesso profissional de ambos.
Ilustre Geraldo (ex-sindicalista, atual assessor técnico, que talvez, se possuísse um canudo seria, possivelmente, diretor da regional; todavia, o que não o impede, em alguns momentos, de possuir mais autoridade que, quem, de fato, deveria possuir) sabendo que você é uma pessoa muito próxima ao Dep. Federal do PMDB/SE, responsável direto pela indicação do atual diretor regional, acredito que se houvesse interesse, poderia contribuir bastante com a nossa luta. E, como o próprio diz ter conversado com o presidente do PT nacional, que por sua vez é do PT/SE - abra-se um parêntese, aqui, para parabenizar tamanha fluidez no trato com as siglas partidárias para um mero funcionário publico - fico na torcida para que nesse diálogo que manteve com o presidente do PT nacional, exista algo, no final da sua lista de assuntos discutidos, em prol dos funcionários da regional, a exemplo, o descaso que passa a ECT/SE, a baixa qualidade nos serviços postais, as péssimas condições de trabalho, entre outros, e, não havendo, espero poder incluir agora, não obstante, concorde com Marx, quando diz: “tudo se torna mercadoria na mão do capitalista” e sei que você, assim como poucos, sabe melhor do que ninguém vender o seu peixe. Quanto ao companheiro que você cita ser da federação “e pode fazer esse trabalho aqui”, sempre respeitei sua atuação e ideologia e não pretendo julgá-lo, mas este me deu demonstrações claras de que seus interesses pessoas estão sempre em primeiríssimo plano em relação ao dos trabalhadores, que o conhecem melhor do que eu.
Nós do SINTECT//SE, sabemos que não somos perfeitos, muito menos acertamos sempre, por isso, estamos abertos a criticas e sugestões, no entanto, não somos mais os trabalhadores do passado e não vamos fazer da nossa categoria palanque político ou degrau para êxitos individuais.
Saudações a todos.
José Ailton Santos (Secretário de Política e Formação Sindical do SINTECT/SE.
Carta de péricles à FENTECT
Acessando o site dessa Federação temos observado a publicação periódica do Jornal da FENTECT, entretanto, lamentavelmente, não está sendo distribuído na base. Não sabemos por qual motivo.
Na condição de representante dos empregados na CIPA e ex-diretor do SINTECT/SE, solicito aos companheiros providencias no sentido de fazer chegar aos trabalhadores de Sergipe o referido informativo, que traz temas de interesse de toda a categoria.
Muito obrigado e um bom carnaval.
Péricles Marques
Empregado – DR/Sergipe.
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Companheiros,
Péricles está corretíssimo. Não se tem informação da FENTECT em Sergipe. Se o pessoal do Sindicato local não se propoe a distribuir, tem o companheiro Aparecido que é da Federação e pode fazer esse trabalho aqui.
Estive conservando com o companheiro Zé Eduardo Dutra (presidente do PT). Após a posse, nos receberá. Temos propostas?
Atte,
Geraldo Feitosa
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Sr Pericles, seu questionamento é inteligivel,porém aqui no Pará cuja direção é do arco amisisimo do Secretario Geral Talibã(Articulação) tbém não é distribuido nenhum jornal da FENTECT,isso tbém no Rio,SP,etc. Tudo pq esse jornal é apenas on line e não tem editoração panfletaria,assim a culpa não é da direção do sindicato de Sergipe,que alias a nivel nacional é muito respeitado pela postura combativa e por não aceitar esse projeto de desmonte da ECT comandado pelas direções administradas pela CTB e Articulação em todo Brasil. Pericles procure se informar melhpr e com as pessoas certas,vc pode estar sendo usado. Forte abraço!
Jim Marcelo da suplente da FENTECT
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Correios acusa Sindicato de praticar invasões
Data: 08/10/2009
A direção dos Correios decidiu esta semana reforçar a segurança das unidades para impedir a entrada de dirigentes sindicais. De acordo com a empresa, o Sindicato estaria patrocinando invasões nas repartições. Diante de tal situação os Correios já entraram com representação no Ministério do Trabalho e vai pedir abertura de inquérito policial para apurar esses fatos.
Segundo o assessor de comunicação dos Correios, "precisamos garantir o direito de quem quer trabalhar e da sociedade de receber as correspondências que estão em atraso por conta da greve precipitada que promoveram", afirma José Ginaldo de Jesus, em entrevista ao Portal Infonet, acrescentando que a medida foi tomada "para evitar baderna".
Já de acordo com o secretário de Políticas e Formação Sindical do Sindicato dos Correios, José Ailton, também em entrevista ao Portal Infonet, as visitas foram solicitadas através de ofício e estariam amparadas no acordo coletivo da categoria. "Apesar da greve ter terminado nós permanecemos em estado de greve. Esta não é uma situação de normalidade. Existe uma série de discussões que precisamos ter com os funcionários", explica.
leia matéria:
http://www.correiodesergipe.com/lernoticia.php?noticia=34266
Correios: sindicalistas questionam decisão
| Correios: sindicalistas questionam decisão |
| Empresa determinou que os sindicalistas não podem entrar nas unidades para não atrapalharem os trabalhos |
08/10/2009 - 11:05 |
Depois de serem informados que estão impedidos de entrar em algumas unidades dos Correios, integrantes do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios afirmam que irão acionar a Justiça. Eles alegam que a empresa vem cometendo crime de calúnia e difamação contra o sindicato, quando afirma que as visitas que eles vêm fazendo são para promover “badernas”.
“Não vamos acatar essa decisão porque tem que estar documentado. Até agora não nos apresentaram nenhum documento e assim que apresentarem esse documento que impede nossa entrada, iremos tomar as medidas cabíveis”, afirma o sindicalista Sérgio Lima. Ele explica que “não vamos lesar ou subtrair nada do patrimônio público, queremos apenas conversar com os trabalhadores, pois permanecemos em estado de greve”.
leia matéria:
http://www.infonet.com.br/cidade/ler.asp?id=90599&titulo=cidade
Correios acusa sindicato de invasões
A empresa reforçou a segurança das unidades para impedir que sindicalistas entrem, pois estariam promovendo badernas
07/10/2009 - 17:21
Sindicato permanece em estado de greve / Foto: Arquivo Infonet
A direção dos Correios decidiu esta semana reforçar a segurança das unidades para impedir a entrada de dirigentes sindicais. De acordo com a empresa, o sindicato estaria patrocinando invasões nas repartições. Diante de tal situação os Correios já entraram com representação no Ministério do Trabalho e vai pedir abertura de inquérito policial para apurar esses fatos.
“Precisamos garantir o direito de quem quer trabalhar e da sociedade de receber as correspondências que estão em atraso por conta da greve precipitada que promoveram”, afirmou o assessor de comunicação dos Correis José Ginaldo de Jesus, acrescentando que a medida foi tomada para “para evitar baderna”.
Já de acordo com o secretário de políticas e formação sindical do sindicato dos Correios, José Ailton, as visitas foram solicitadas através de ofício e estariam amparadas no acordo coletivo da categoria. “Apesar da greve ter terminado nós permanecemos em estado de greve. Esta não é uma situação de normalidade. Existe uma série de discussões que precisamos ter com os funcionários”, explica.
Ailton questiona ainda a quantidade de horas extras que os funcionários estão fazendo. Já o assessor de comunicação dos Correios explica que a empresa está se utilizando da lei para convocar os empregados a fazerem hora extra e segundo ele, “o sindicato está induzindo a não acatarem a convocação”.
leia matéria:
http://www.infonet.com.br/cidade/ler.asp?id=90577&titulo=cidade
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
PROJETOS COLETIVOS AINDA HÁ TEMPO
Percebam a partir do exemplo, da greve nos correios, porque os projetos coletivos são tão escassos no Brasil e no mundo. Afinal, são inúmeras as barreiras a serem vencidas pelo povo – conjunto de indivíduos que compõe uma coletividade -, como: a dificuldade de organização e conscientização dos trabalhadores - na maioria das vezes, mentes adormecidas - as divergências ideológicas dos líderes, as estruturas organizadas do poder patronal e/ou estatal, a escassez de veículos de comunicação comprometidos com a matéria fidedigna dos acontecimentos, os juízes e tribunais do trabalho, que declaram proteger a parte vulnerável da relação trabalhista, quando na verdade, guarda a proteção apenas no discurso, pois na prática a realidade é outra e só quem vive sabe do que me refiro, enfim, são assédios morais, sexuais, psicológicos, transtornos emocionais, coação diária, aprisionamento psicológico, doença familiar e a lista segue. A conclusão a que chego é que estamos muito distante de atingirmos o sonho da democracia e da liberdade social, todavia tenho me empenhado e me doado – às vezes, na verdade, a maior parte do tempo, sacrifico minha vida pessoal e familiar – para ser uma ferramenta de transformação social e de desconstrução de uma idéia individualista e opressora de pessoas e grupos, que enxerga no esforço individual a solução dos problemas do ser humano.
“quando sonhamos sozinhos nossos sonhos são apenas esperanças, porém quando sonhamos em grupo, vivemos a realidade concreta” (adaptado de um autor, o qual me foge a memória).
VEJA MAIS: http://www.agenciavoz.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=127:sindicatos-dos-correios-recorrem-na-justica-contra-o-fim-da-greve&catid=3:noticias&Itemid=37
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
MANIFESTO DOS SINDICATOS CONTRÁRIOS AO GOLPE DO ACORDO BIANUAL
NÃO À TRAIÇÃO DO ACORDO BIANUAL!
NÃO À INTERVENÇÃO DA ECT NOS NOSSOS SINDICATOS E FEDERAÇÃO
FORA OS TRAIDORES DOS TRABALHADORES DO MOVIMENTO SINDICAL
Reunidos no dia 01 de outubro de 2009 - os Sindicatos do Amazonas, Ceará, Campinas, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, Vale do Paraíba, juntamente com representantes da Oposição em São Paulo e Brasília e a maioria do Comando Nacional de Negociação - em BSB/DF, que voltarão a se reunir no próximo dia 09/10/2009 (sexta-feira), se posicionaram contrários aos golpes da direção da ECT de intervir nos sindicatos da categoria para impor a assinatura de um acordo bianual, totalmente contrário aos interesses dos trabalhadores e que já havia sido reprovado em assembléias realizadas em todo país.
A ECT com o apoio de diretores da FENTECT e outros dirigentes sindicais que traíram abertamente a greve da categoria como o secretário-geral da FENTECT, José Rivaldo Silva (“Talibã”, da ARTSIND); os membros do Comando Nacional de Negociação, Ronaldo Ferreira Martins (“Ronaldão”) - diretor do Sintect - RJ -; Antonio Sérgio Campos – BA (ambos do PCdoB), e Reginaldo de Freitas Souza – diretor do Sintect - JFA (ARTSIND); que atuam juntamente com o ex-secretário-geral da FENTECT e diretor do Sintect - AL, agora, integrante da cúpula da ECT, com salários de mais de R$ 16mil, Manoel Cantoara (ARTSIND), estão tentando pisotear a vontade dos ecetistas que durante nossa greve rejeitou por esmagadora maioria a proposta da empresa de reajuste bianual.
Por ser 2010 um ano eleitoral onde essas correntes CTB/ARTSIND e parte da ASS não querem que os trabalhadores dos correios façam campanha salarial para não atrapalhar o processo eleitoral fragilizando o movimento sindical e atrelando o mesmo aos governos e a presidência da ECT, todavia a principal questão para não se ter campanha salarial em 2010 é a tentativa do governo de privatizar os correios.
A traição desses setores traz enormes prejuízos econômicos e políticos para os trabalhadores, como por exemplo: a tentativa da empresa de implantar os CORREIOS S/A avançando claramente no processo de privatização da EBCT é, justamente, por isso, que os sindicatos contrários ao acordo bianual e o comando nacional de negociação chamam a PLENARIA NACIONAL para na oportunidade também discutir o PCCS, PLR, PL nº 3.677/08, GTI, organizando a luta contra a privatização da Empresa.
Os sindicatos contrários ao acordo e a estes golpes propõem uma mobilização junto à base da categoria e uma luta em todos os fóruns necessários para derrotar as manobras da direção da ECT e defendem um acordo que atenda às reivindicações dos trabalhadores que só podem ser impostas por meio da luta da categoria, que é totalmente contraria as manobras do bloco CTB/ARTSIND e parte da ASS nesta campanha salarial por estarem ignorando o estatuto da FENTECT.
A traição desses setores traz enormes prejuízos econômicos e políticos para os trabalhadores, como por exemplo: a tentativa da empresa de implantar os CORREIOS S/A avançando claramente no processo de privatização da EBCT e, justamente, por isso, que os sindicatos contrários ao acordo bianual e o comando nacional de negociação chamamos a PLENARIA NACIONAL para na oportunidade também discutir o PCCS, PLR, PL nº 3.677/08 e GTI e organizar a luta contra a privatização da ECT.
Os sindicatos contrários ao acordo e a estes golpes propõem uma mobilização junto à base da categoria e um luta em todos os fóruns necessários para derrotar as manobras da direção da ECT e defender um acordo que atenda às reivindicações dos trabalhadores que só podem ser impostas por meio da luta da categoria, que é totalmente contraria as manobras do bloco CTB/ARTSIND e parte da ASS nesta campanha salarial por estarem ignorando os preceitos legais e estatutários numa atitude de total desrespeito a todos os sindicatos e respectivas bases do país, inclusive a membros da sua própria corrente.
Convocamos os trabalhadores e todos os demais sindicatos a realizarmos juntos, uma ampla campanha com milhares de cartazes, milhões de panfletos, outdoors em todas as principais cidades do País; divulgações nas rádios e TV’s; a convocar atos públicos e outras atividades que mobilizem os trabalhadores da categoria e a população em geral, na defesa das nossas reivindicações e contra a privatização. Afinal, estamos dispostos a negociar uma nova proposta a ser apresentada pela ECT, ou um melhoramento da proposta do TST, de maneira que contemple as reivindicações dos trabalhadores em defesa do acordo ANUAL e não aceitando que sejam descontados os dias parados e nem Banco de Horas.
Chamamos os trabalhadores e a suas organizações a se manterem firmes na rejeição da proposta da empresa e na resistência a política anti-trabalhador dos dirigentes da CTB/ARTSIND e parte da ASS, além de impulsionarmos uma nova e maior mobilização dos trabalhadores para conquistar nossas reivindicações, organizando – se preciso for – uma nova greve geral da categoria.
* Não ao acordo bianual. Não à extinção da nossa campanha salarial de 2010!
* Ampla participação na Plenária Nacional da FENTECT (19 e 20/10), convocada pelo Comando Nacional e pelos sindicatos para deliberar a continuidade da nossa luta
* Não à privatização da ECT. Correios sob o controle dos trabalhadores
* Não desconto dos dias parados, nenhum tipo de reposição.
* Fora a burocracia traidora dos trabalhadores dos Sindicatos e da FENTECT.
Brasília, 01 de outubro de 2009.
Carta manifesto aprovada na reunião dos sindicatos contrários ao acordo bianual.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
RETORNO AO TRABALHO SEM POR FIM A GREVE.
Assista ao Vídeo da TV ATALAIA:
Endereço eletrônico: http://www.atalaiaagora.com.br/galeria_video.php?v=2264